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A XVIII Feira Nacional de Artesanato (FNA) está em pleno andamento no Expominas, em Belo Horizonte. Desde a última terça-feira (20/11), o melhor da produção artesanal do Brasil pode ser visto na maior feira do gênero da América Latina. Mais de 8 mil artesãos estão representados e cerca de 200 mil visitantes são esperados até o próximo domingo (25/11), quando será encerrado o evento.
Além dos mais variados tipos de artesanato – que vão de peças em cerâmica inspiradas nas pinturas rupestres da Serra da Capivara (PI) a esculturas em osso bovino, das tradicionais rendas nordestinas aos inusitados lustres de coadores de café usados, sem mencionar as técnicas já tradicionais de cada região do país –, o público que visita a Feira pode conferir uma série de atrações culturais que a organização do evento sempre faz questão de apresentar. Este ano o tema é o Circo mas, como a FNA homenageia também o continente africano, boa parte da programação está relacionada à cultura africana e afro-brasileira. Já passaram pelo “Palco África” o grupo vocal angolano Di Kanza, o mestre do reggae mineiro Celso Moretti, a sambista Doris e diversos outros artistas. No pavilhão principal também se pode assistir a performances de grupos como o Meninas de Sinhá, que se apresentou em cortejo assim como 150 crianças e jovens participantes da Rede Circo do Mundo Brasil – apoiada pelo Cirque du Soleil, do Canadá, e que promove a inclusão social e cultural através das artes circenses em comunidades carentes de diferentes estados brasileiros. Também se destaca a exposição do artista plástico caboverdiano Mito Elias, que veio ao Brasil especialmente para a ocasião.
Até o final da semana, quem visitar o Expominas irá encontrar excelentes motivos para passar horas entre os 1.100 estandes montados na Feira. O Espaço África é um deles. Representantes de várias nações africanas expõem a cultura e o artesanato de seus povos em um pavilhão totalmente dedicado ao continente-mãe. Um enorme baobá (árvore símbolo das planícies selvagens da África) recepciona quem entra no local. Ali está o palco por onde ainda passarão artistas como o grupo Tambolelê (hoje, 23/11) e o Maracatu Piaba de Ouro, do pernambucano Mestre Salustiano (amanhã, 24/11). Para o encerramento no domingo, o grand finale aguardado com muita expectativa: o aclamado percussionista senegalês Dou Dou N''Diaye Rose. Os ingressos para a XVIII Feira Nacional de Artesanato custam R$ 5,00.



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