Esta pesquisa é contratada pelo Centro Cape, desde o ano de 2005, com a intenção de medir o impacto do segmento artesanal na economia brasileira.
Ela trabalha com o universo de artesãos que comparecem à Feira Nacional de Artesanato (somente são entrevistados os artesãos - gerentes, coordenadores, apoiadores, vendedores não são considerados na pesquisa).
Os números apresentados, vem se repetindo ano a ano, e confirmando uma série de tendências que nos mostra que estamos no caminho correto.
Vejam que, o universo artesanal continua sendo predominantemente feminino, com 74% dos entrevistados.
A idade média esta acima dos 40 anos
41% tem o ensino médio e 39% superior, somente 19% tem até a 8ª. Série
Artigos utilitários continuam sendo a maior opção de produção, vindo os de decoração em segundo lugar.
Agora, super interessante é onde adquirem a matéria prima, pois se considerarmos que no Brasil existem 8,5 milhões de artesãos, que tem um faturamento médio de um salário mínimo, chegamos a um faturamento bruto nacional de R$ 52 bilhões/ano.
Segundo a pesquisa, 47% do custo é matéria prima, teremos a significativa quantia de R$ 24 bilhões que o segmento artesanal adquire da indústria por ano. Textil vem em primeiro lugar com 15% deste bolo (R$ 3,6 bilhões), material para acabamento em segundo com 14% (R$ 3,4 bilhões), metais em terceiro com 10,5% (R$ 2,5 bilhões).
O artesão associado a alguma instituição fatura menos do que um artesão individual, com exceção do associado à Mãos de Minas que tem um faturamento superior aos outros.
Confira a pesquisa comparativa na íntegra.
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